domingo, julho 11, 2010

Título europeu fora, retomada celeste e invencibilidade neozelandesa: conheça algumas das pequenas histórias da Copa

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Espanha festeja título; foi o primeiro de um europeu fora do 'Velho Continente'

Crédito da foto: Reuters

por ESPN.com.br


A Copa do Mundo é um evento grandioso não só por causa dos grandes jogos. Parte da graça que os Mundiais proporcionam ocorrem também por causa das pequenas histórias, marcas e curiosidades. Conheça algumas delas:

Primeiro campeão europeu fora do continente: O primeiro Mundial em solo africano foi também marcado por um ineditismo europeu: nunca uma seleção do continente venceu a Copa fora da Europa. Das dez edições disputadas no continente antes de 2010, os times locais só não haviam vencido em 1958, ano do primeiro título do Brasil. Aliás, somente os times sul-americanos detinham a hegemonia das conquistas em "território neutro", já que haviam vencido três vezes na América do Norte (com EUA e México como sedes) e uma vez na Ásia (Coreia do Sul e Japão), além de terem vencido todos os Mundiais disputados "em casa".

Retomada celeste: Com vaga assegurada apenas na repescagem, o Uruguai (segundo menor país da competição em termos populacionais) chegou ao Mundial desacreditado mesmo com dois Mundiais na bagagem. Porém, sob a batuta de Forlán, a equipe mostrou um belo futebol. A equipe conseguiu a liderança do grupo A (que também tinha México, França e a anfitriã África do Sul), superou Coreia do Sul nas oitavas e conseguiu um verdadeiro milagre contra Gana. O time, porém, sucumbiu nas semifinais para a Holanda e na disputa do terceiro lugar para a Alemanha. Campanha ainda longe dos feitos alcançados no passado, mas que devolveu a alegria aos uruguaios.

Fiasco africano: Muitos apostavam que viria da África a primeira seleção campeã mundial fora do eixo Europa-América do Sul e a Copa na África do Sul seria a edição perfeita para essa escrita ser quebrada, mas o que se viu foi um fiasco dos times do continente. Dos seis participantes – Argélia, Nigéria, África do Sul, Camarões, Costa do Marfim e Gana –, somente o último foi à segunda fase, e ainda na segunda colocação do grupo. A desorganização das federações locais, a falta de jogadores de qualidade no elenco, formação de poucos técnicos locais e crises internas nos elencos são alguns dos motivos que levaram as equipes do continente ao fracasso.

Sucesso sul-americano na primeira fase: Apesar da final europeia, a Copa do Mundo teve um feito histórico por parte dos sul-americanos. Todos os cinco que disputaram esta edição do Mundial passaram de fase e apenas um não foi líder de seu grupo: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile (segundo colocado no grupo da Espanha). Isso – todos os participantes da América do Sul passarem à segunda fase – já havia ocorrido em 1970 (Brasil, Uruguai e Peru) e em 2006 (Brasil, Argentina, Equador e Paraguai), mas é a primeira vez que o fato ocorreu com cinco representantes. No final, porém, só a Celeste foi longe na competição, conseguindo o quarto lugar.

Fracasso de finalistas de 2006: As grandes decepções desta Copa, sem dúvida, foram as péssimas campanhas de Itália e França. Finalistas em 2006, as duas equipes protagonizaram um feito inédito: foi a primeira vez na história dos Mundiais que os times que disputaram a decisão da edição anterior caíram na primeira fase. Vergonha para a Azzurra, que viu pouca renovação em seu plantel nos últimos quatro anos e viu um time sem talento ficar na lanterna de um grupo que tinha a Nova Zelândia; para os Bleus, que viveram forte crise interna em sua primeira Copa pós-Zidane e que tiveram que se explicar até para o parlamento os motivos da desclassificação.

Anfitrião em baixa: Apesar da festa proporcionada por sua torcida, a África do Sul foi protagonista de uma marca inédita e, infelizmente, negativa: foi a primeira vez que uma seleção anfitriã da Copa do Mundo foi eliminada na primeira fase. Os Bafana Bafana, cabeça de chave do grupo A, chegaram até a vencer a França, atual vice-campeã mundial, por 2 a 1, mas o resultado foi pouco para garantir a vaga nas oitavas após o empate com o México na estreia (1 a 0) e a derrota para o Uruguai (3 a 0).

Recorde suíço: A Suíça só fez figuração no Mundial, ao ser desclassificada em um grupo que tinha Espanha e Chile, mas conseguiu alcançar uma marca inédita: se tornou a seleção com o maior tempo sem tomar um gol em Copas. A equipe, que passou a edição de 2006 inteira sem tomar um gol e havia sido vazada pela última vez em 1994, ficou 558 minutos sem ser vazada. A meta de Benaglio foi vencida apenas uma vez na África do Sul, justamente no jogo em que alcançou a marca, na derrota para os chilenos por 1 a 0.

Família hondurenha: Honduras pouco fez neste Mundial. Com duas derrotas e um empate no grupo H, o time centro-americano foi eliminado sem ter marcado um gol sequer na competição. Um feito inédito, porém, pode ser destacado na equipe: foi a primeira vez que uma seleção disputou a Copa com três irmãos no mesmo elenco. O reunião de família só pôde ser concretizada por causa do corte de Julio César de Leon (lesionado), abrindo uma vaga para o atacante Jerry Palacios, que se juntou aos irmãos Wilson e Johnny.

Invencibilidade neozelandesa: Ao contrário do que se esperava antes do Mundial, a Nova Zelândia fez uma campanha digna no Mundial da África do Sul: empataram os três jogos da primeira fase, pontuaram em Copas pela primeira vez em sua história e ficaram na frente da atual campeã mundial, a Itália. Os resultados foram insuficientes para os All Whites confirmarem uma vaga nas oitavas, mas isso não importa muito para um país que tem ligação bem mais forte com o rúgbi e tinha até um bancário em seu elenco (o meio-campista Andy Barron).

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