sexta-feira, julho 16, 2010

Santa Cruz se prepara para o início da Série D

Reprodução/TV Globo
Grande, o Santa Cruz é o maior da Série D do Campeonato Brasileiro. No entanto, a queda do tricolor pernambucano é dolorosa e conhecida. Em três anos, foram três rebaixamentos seguidos. Da primeira para a quarta divisão, de onde não saiu ano passado. E pior, não passou nem da primeira fase.

Subir de divisão, em 2010, é prioridade. Não subir seria o caos. “É terrível. Primeiro porque o clube vai ficar sem calendário, a gente fica sem jogar boa parte do período, isso afasta sócios, afasta torcida, afasta renda, afasta patrocínio”, disse o comerciante Patrick Dias Gomes (foto 4).

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O elenco tricolor tem, hoje, 34 atletas. A média de idade é de 25 anos e quatro meses. Ponto a favor do time, base mantida desde o começo do ano.

“Deixamos 75% dos jogadores que disputaram o Campeonato Pernambucano e a Copa do Brasil", contou o técnico Dado Cavalcanti.

No estadual, o Santa Cruz foi o terceiro. Na Copa do Brasil, o time foi eliminado nas oitavas de final. A participação no Campeonato do Nordeste é apenas regular: entre os 15 clubes, o Santa é o oitavo.

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O time titular pra estreia deve ser Tuti, Osmar, Leandro Cardoso, Meneses, Paulo César; no meio, Goiano, Wellington, Elvis e o veterano Jackson de trinta e sete anos; no ataque, Joélson e Brasão.

E é no atacante Brasão que as fichas são apostadas. O careca de 11 gols na temporada. Ele é conhecido pelo marketing na comemoração, e pelas frases de efeito nas entrevistas. “É o meu pensamento, e se for preciso arrancar minha pele para o Santa Cruz subir, vou fazer isso”, afirmou. Mas uma proposta dos Emirados Árabes pode tirá-lo do clube.

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Em compensação, quatro jogadores foram contratados. O zagueiro Sidraílson, o veterano meia Alex Oliveira e os atacantes Jadílson e Kleyr. A realidade financeira do clube não permite ousadias.

Funcionários e jogadores dizem que estão com salários atrasados. “Dificuldades, hoje, existem no futebol em todo lugar do Brasil. Dificuldade de montar uma equipe, equipe coesa, de ter a certeza de que corresponde ou não”, explicou o diretor de Futebol, Raimundo Queiroz.

Assim vai o tricolor, tentando, pela segunda vez, sair do fundo do poço.

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