quarta-feira, julho 07, 2010

Povo uruguaio encara derrota para Holanda de cabeça erguida

Robben cabeceia para o gol de misericórdia contra o Uruguai

Robben cabeceia para o gol de misericórdia contra o Uruguai

Crédito da foto: Reuters

por ESPN.com.br com Agência EFE


Caras fechadas e algumas lágrimas, mas também cabeça erguida e orgulho do trabalho realizado foi o que a eliminação nas semifinais da Copa refletiu no Uruguai, derrotado pela Holanda por 3 a 2. A multidão que festejou o Mundial em Montevidéu durante as vitórias da seleção uruguaia voltou a se juntar hoje. Mesmo após o apito final, as bandeiras do país voltaram a tremular orgulhosas, apesar do resultado da eliminação.

Como em cada jogo da seleção durante o torneio, na capital a partida foi vivida com intensidade horas antes de seu início, com os torcedores apressando seus compromissos para poderem estar em frente à televisão no momento da decisão.

Milhares de fanáticos por futebol desafiaram o intenso frio do inverno e a ameaça de chuva e se dirigiram ao centro de Montevidéu para acompanhar o jogo na tela gigante instalada para a ocasião na Praça da Independência.

Outros, como o presidente José Mujica, foram ao teatro da empresa nacional de radiodifusão para assistir ao jogo junto a membros do Governo e a centenas de estudantes.

Enquanto isso, o restante do país se reuniu em escritórios, empresas, comércios, casas e bares, envolvidos nas bandeiras branca e celeste do país e com os rostos pintados, com a esperança de que chegar à final da Copa do Mundo pela primeira vez desde 1950.

Entre os presentes na praça esteve Jaime 'El Positivo', veterano torcedor de 82 anos, que esteve no mesmo lugar na sexta-feira, quando o Uruguai eliminou a seleção de Gana nas quartas de final, em uma partida emocionante. Fazendo honra ao apelido, o 'Positivo' apontou durante o jogo que o Uruguai estava "reerguendo seu futebol" e que a equipe ia a ganhar.

A derrota não assustou o torcedor, que tratava de encorajar os mais abatidos. "Chegamos perto, mas não conseguimos. No entanto, isso foi muito positivo. Demonstramos ao mundo que aqui ainda tem futebol", disse.

Outra testemunha triste, mas satisfeita, foi Natalie Guerra, que foi à praça com o rosto pintado de branco e celeste e destacou que, para o pequeno Uruguai, país de 3,5 milhões de habitantes, "estar na semifinal é como um título".

"Sim, pensamos que podíamos ganhar, mas não conseguimos. Gostaríamos de ter sido campeões, estamos tristes. Mas, ao mesmo tempo, ninguém pensava que passaríamos da primeira fase. Isso foi como um milagre que fez a esperança crescer", concluiu.

Após o jogo, as pessoas deixaram a Praça da Independência, sem tanto alvoroço, mas também sem permitir que o desânimo tomasse conta.

Abatido, o jovem Marcos Corujo confessou sentir orgulho da equipe uruguaia, que não se rendeu em nenhum momento. "Estou orgulhoso, sim. Dá pena, mas todas as pessoas estão felizes, pois fomos contra a corrente. É uma lástima, mas já passou. Os jogadores fizeram o que puderam", concluiu

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