sexta-feira, julho 09, 2010

Polvo Paul ou Pelé? Algo inédito acontecerá domingo


O Rei Pelé não acerta uma nos palpites. O polvo Paul, lá na Alemanha, não erra uma. Um mito vai cair no domingo, depois da final da Copa do Mundo.

É que tanto o Rei quanto o polvo cravaram Espanha campeã da Copa. Ou Pelé finalmente acerta... ou o polvo finalmente erra.

Palpitar, convenhamos, é mais fácil do que analisar. Qualquer análise bem feita, levando em conta resultados recentes e futebol apresentado, teria que colocar Espanha e Brasil como os dois grandes favoritos ao título mundial. A Holanda certamente correria por fora. E as outras, só pela tradição: Alemanha, Itália, Argentina, Inglaterra... todo mundo colocava entre os favoritos porque a história indica que é melhor se precaver.

Apesar de a análise apontar Brasil e Espanha, eu tinha uma sensação de que nenhum dos dois chegaria. Meu palpite, que não é análise, era Argentina campeã ganhando da Holanda na final.

A Argentina acabou provando que não mudou. É um time cheio de craques, mas com pouca organização. Na hora em que precisava de uma luz tática, de uma mudança importante no decorrer da partida, faltou um técnico. Diego Maradona foi o personagem da Copa. Ele não tinha que ser o personagem, no entanto. Ele tinha que ter sido técnico.

A Holanda cumpriu o que eu esperava dela.

A Espanha fez mais do que eu esperava. Porque via, antes da Copa e no início dela, uma seleção confusa. Com muitos jogadores muito importantes longe de sua melhor condição física (Torres, Xavi, Iniesta), outros importantíssimos na Eurocopa e que acabaram ficando fora da convocação justamente pelo tema físico (Marcos Senna, Cazorla).

Um time que mudou seu sistema de jogo para a Copa. Esqueceu de jogar com um volante só e vários meias para colocar dois volantes em campo e perder força ofensiva. E isso explica, sem dúvida, a baixa quantidade de gols anotados pelos espanhóis no Mundial.

Por essas coisas, além do tal feeling, eu não esperava que a Espanha chegasse.

Ainda bem, chegou. Ainda bem porque jogou e joga o futebol mais vistoso do mundo e é sempre bom que chegue aos treinadores, jogadores e torcedores a mensagem de que jogar bem, no final, compensa. Dá, sim, para dar show, controlar a bola, jogar bonito e também vencer.

Se ela ganhar domingo, o polvo Paul se consagra. Pelé também. E o futebol agradece.

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