quarta-feira, julho 07, 2010

Não entendo por que Felipe Mello fez aquilo, diz Lúcio

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por redação da revista ESPN


Passaram-se cinco dias desde o jogo contra a Holanda. Mas ninguém consegue esconder ainda a tristeza pela eliminação. Nem mesmo os jogadores. Em entrevista ao jornal “Correio Braziliense”, o zagueiro e capitão da seleção brasileira, Lúcio, comentou o fracasso da equipe na Copa. Ele não entende o que levou o companheiro Felipe Mello a ser expulso daquela maneira nas quartas de final.

“Dependendo da forma como acontece uma expulsão, você sempre contesta. Mas para a dele não temos uma justificativa do porquê de ter feito aquilo. É difícil jogar com um jogador a menos. A pressão de estar sendo eliminado passa pela cabeça de todo mundo. Isso não justifica o fato de acontecer a expulsão da forma que foi”, critica.

Ao contrário do que chegaram a sugerir, Lúcio não acredita que o nervosismo demonstrado por Dunga na caminhada do Brasil até o Mundial tenha afetado o comportamento dos atletas em campo.

“O Dunga sempre passava uma garra, uma determinação muito grande para o grupo. Acredito que isso não influenciou. Até porque, na própria expulsão do Kaká, quem viu na TV percebeu que foi uma encenação ridícula do jogador da Costa do Marfim. Na derrota para a França em 2006, todo mundo perguntava por que a seleção não tinha raça, gana e até um nervosismo no bom sentido. Agora, em 2010, vocês cobram justamente o contrário. Perguntam por que a gente não manteve a tranquilidade”, desabafa.

Descansando em Brasília antes de se reapresentar ao seu clube, a Inter de Milão, Lúcio não dá por encerrada a sua passagem pela seleção brasileira. Mesmo após o discurso de renovação do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o defensor confia que alguns jogadores seguirão sendo chamados.

“É possível estar em 2014. Sempre quando uma seleção não consegue o objetivo de ser campeã, é quase automático chegarem novos jogadores. Vão aparecer novos craques, mas isso não quer dizer que vá trocar 100% da equipe. Não acredito nisso. Depende muito da forma física que cada jogador vai apresentar. É isso o que determina uma convocação. O que eu sei é que a experiência é sempre bem-vinda, independentemente da idade. O que leva um jogador à seleção é o bom futebol, nada mais”, argumenta.

Na expectativa pelo anúncio do nome do novo treinador do Brasil, Lúcio enaltece o trabalho de Dunga e fica em cima do muro quando perguntado sobre quem é o favorito para assumir o cargo.

“Não sei como é o contrato do Dunga com a CBF, mas, de qualquer forma, é sempre uma situação delicada. O que a gente pode falar é que ele fez um bom trabalho, mas, infelizmente, não ganhou a Copa. Mesmo assim, tem um histórico vitorioso com o Brasil. Trabalhei com o Felipão em 2002 e tivemos a felicidade de sermos campeões mundiais. Acredito que todos que foram citados são grandes profissionais e têm condições de assumir”, responde.

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