domingo, julho 04, 2010

Decisões de Jorginho teriam desagradado jogadores e CBF, diz jornal

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por ESPN.com.br


Jorginho, auxiliar técnico de Dunga na seleção brasileira, pode ter contrariado uma recomendação sugerida pela própria comissão técnica na África do Sul. Segundo a edição deste domingo do jornal Folha de S. Paulo, o braço direito de Dunga teria trazido a família para Johanesburgo, apesar de defender o isolamento do elenco.

"Desde o primeiro dia da Copa Sul-africana, sua mulher e seus filhos estavam em Johanesburgo. O fato só foi descoberto mais tarde pelos jogadores, que se sentiram traídos pelo auxiliar técnico. A partir daí, Jorginho foi perdendo o poder no grupo", diz a nota.

Ainda segundo o diário, Jorginho também teria desagradado os dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por influenciar na contratação de evangélicos para a delegação.

"Ele era um dos líderes da ala religiosa da seleção. Jorginho aparelhou a delegação brasileira de evangélicos. Ele foi o responsável pela contratação de Marcelo Cabo para ser 'espião' de Dunga do Mundial.

Amigo de Jorginho de igreja, ele só trabalhou em clubes pequenos do futebol, como o Bonsucesso, o Bangu e o desconhecido Atlético de Tubarão (SC). O ponto alto da carreira dele (Marcelo Cabo) foi ter sido auxiliar técnico de Marcelo Paquetá na seleção da Arábia Saudita, em 2002.

Jorginho influiu até na escolha dos seguranças da seleção. Um deles foi colocado no posto por ser evangélico", explica o jornal.

Ao lado de Dunga, Jorginho comandou a seleção brasileira nos últimos três anos e foi figura polêmica, principalmente em entrevistas coletivas. Considerado braço direito do treinador, o auxiliar técnico ainda não confirmou sua saída ou permanência do cargo.

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