quinta-feira, julho 15, 2010

Conselho do Corinthians se reúne nesta quinta para discutir estádio

por ESPN.com.br com Agência Estado


O Conselho deliberativo do Corinthians se reúne na noite desta quinta-feira, no Parque São Jorge, para discutir a construção do novo estádio do clube. Dois projetos devem ser analisados no encontro: um em Guarulhos, na divisa com a cidade de São Paulo, em plena Marginal Tietê; e outro no terreno cedido pela Prefeitura em Itaquera.

Entre os principais defensores do projeto em Guarulhos estão os conselheiros Edgard Ortiz e Edgard Soares. O estádio teria capacidade para cerca de 56 mil lugares, aos custo de R$ 450 milhões, e contaria com o suporte do banco Banif e da construtora alemã Hochtief.

Do outro lado, está o vice-presidente de marketing do clube Luís Paulo Rosenberg, que defende a construção de um estádio para 44 mil lugares ao lado do atual CT de Itaquera. Especula-se dentro do Parque São Jorge, que a obra ficaria a cargo da empresa Odebrecht.

Apesar da possibilidade de votação, o presidente do conselho, Carlos Senger, não não acredita que a definição saia nesta quinta. "É um assunto muito sério, que deve ser esmiuçado pelos conselheiros. Não vejo motivo algum para termos pressa. Mas essa não é uma decisão minha, e sim, dos membros do Conselho. Eu apenas conduzirei a reunião", explicou Senger, em entrevista à edição desta quinta do jornal LANCE!.

Piritubão e Copa de 2014 - Mesmo com a indefinição do estádio de São Paulo para a Copa do Mundo de 2014 e a possibilidade de assumir a nova arena que seria construída em Pirituba, a diretoria do Corinthians descarta se recusa a adotar o estádio após a realização do Mundial

Até o início da Copa da África do Sul, o plano estava alinhavado para repassar o Piritubão ao Corinthians. Por meio de articulações políticas, um grupo de investidores seria reunido para bancar a construção do estádio. Em seguida, a viabilidade econômica do empreendimento seria garantida com a presença do Corinthians, que mandaria seus jogos ali, o que traria grande público, receita e, consequentemente, o esperado lucro. O círculo virtuoso parecia fechado.

O processo começou a desandar ainda na África do Sul. Em sua passagem pelo continente africano como chefe da delegação brasileira, o presidente do Corinthians Andrés Sanchez participou de várias reuniões que contaram com a presença, entre outros, do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, do presidente da Fifa, Joseph Blatter, e do secretário-geral da Fifa e principal crítico da preparação realizado pelo Brasil até aqui, Jerome Valcke.

Sanchez deixou claro que o clube já conta com projeto pronto para a construção de arena para 45 mil pessoas em Itaquera. Para aceitar mudar o plano e assumir o controle de outro estádio, o dirigente corintiano exigiu que a Fifa bancasse a manutenção do local por um certo período ou convencesse investidores a fazê-lo. “Esse novo estádio precisa ter capacidade para 75 mil pessoas, pois deverá receber a abertura da Copa. Você sabe quanto custa manter um estádio desse tamanho?”, questionou o presidente alvinegro em entreista ao jornal O Estado de S. Paulo.

A segunda opção seria a entidade aproveitar o estádio corintiano em Itaquera, cuja obra deve começar ainda neste ano e tem término previsto para 2013. Parte da diretoria corintiana entende que essa seria a melhor saída, pois a área já está regularizada, possui espaço para a construção de estacionamentos e infraestrutura de transporte, com estação de metrô e grande avenidas já construídas. Ainda assim, a Fifa precisaria injetar recursos. “A Fifa colocou US$ 1,6 bilhão (R$ 3 bilhões) na África. No caso de Itaquera, alguém também precisaria bancar o custo extra para ampliá-lo para 75 mil lugares. O Corinthians não pode fazer isso, pois nossa média de público está em torno de 25 mil. Se alguém bancar esses custos, a gente pensa no caso” reforçou Sanchez.

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