sexta-feira, junho 18, 2010

Tropa sul-americana está bem na fita: cinco vitórias e dois empates

por José Roberto Malia, colunista do ESPN.com.br


Aos trancos e barranco, levando baile da Jabulani ou não, tanto faz. A verdade é que os sul-americanos têm dado conta do recado até agora no safári da Fifa.


Os queridos hermanos, comandados pelo general ‘El Pibe’, lideram a tropa, com duas vitórias e show de bola da ‘Pulga’, principalmente na goleada sobre a Coreia do Sul.


Até agora, as seleções do baixo clero financeiro ludopédico estão invictas: cinco triunfos e dois empates, de acordo com levantamento do enviado especial da coluna, o matemático Songo Monga.


Já os privilegiados ‘eurospeu’ colecionam três vitórias, cinco empates e três derrotas, além de uma zebra do tamanho de um elefante - a furiosa esquadra espanhola, que joga como nunca e apanha como sempre.


Números que começam a justificar o otimismo do primo pobre em superar o primo rico na balança dos canecos, que aponta empate em nove a nove.

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Aritmética. O tempo passa, a Jabulani rola, e o safári da Fifa continua pegando apenas no tranco: 38 gols em 20 jogos, média de 1,9 por partida – um fiasco. Aconteceram 14 vitórias (seis por 1 a 0) e meia dúzia de empates. Os sul-africanos empacaram no triunfo de Gana sobre a Sérvia. Têm mais dois empates e cinco derrotas. Festa, mesmo, só da vuvuzela.


Sugismundo Freud. O mundo precisa de mais gênios humildes. Hoje em dia somos poucos...


Viva o gordo! O espevitado Jô Soares descobriu que a vuvuzela pode ser uma importante arma na caminhada brasileira rumo ao hexa: com o barulho das arquibancadas, a seleção acerta melhor o passo, já que não ouve as ordens do ‘professor’ Dunga. Tudo a ver.


Twitter. Os samaritanos bebuns brasileiros já encontraram outra utilidade para as vuvuzelas longe dos estádios: recipiente para o etílico nosso de cada dia.


Boca de urna. O candidato do PSDB à presidência, o corneteiro José Serra, teme pelo futuro dos anões de Dunga no safári da Fifa. Acha que a falta de criatividade no meio-campo brasileiro poderá enterrar o sonho do hexa. Serra acredita que o problema seria resolvido com a entrada de Daniel Alves no lugar de Felipe Melo, o ‘Dunga do Dunga’. Abre o olho, ‘professor’.


Vingança. Em retribuição aos bons serviços prestados pelos mexicanos na partida contra a França, o velho Lobo Zagallo, o fofo Ronaldo e o lateral meião Roberto Carlos prometem criar ‘Los Mariachis tupiniquins’.


A vida é bela. A ‘ilha da fantasia do mestre Tatoo’ é mesmo pródiga na arte de educar, um vulcão de criatividade. Os exaustos parlamentares encontraram um jeito para aliviar a tensão, o estresse provocado por intermináveis sessões no Congresso: criaram o bolão dos anões de Dunga. Até aí tudo bem, pois o Cassino Brasil funciona dia e noite. Acontece que o deputado Hugo Leal (PSC/RJ) ganhou os R$ 500, mas só embolsou R$ 450. Pagou um pedágio de 10% à banca – Jovair Arantes (PTB/GO), o organizador da jogatina.


Folha seca. Pelo andar da carruagem, a Jabulani vai convocar logo, logo uma coletiva para detonar os pernas-de-pau.


Meu iaiá, meu ioiô. O prestígio do ‘professor’ Dunga chegou ao marketing dos motéis. Um deles, além de oferecer regalias durante a matinê dos anões, colocou uma faixa na porta: ‘Prestigie o ganso. Bote para jogar. Não faça como o Dunga’. Há controvérsias?


Dois toques. Pesquisa da Fecomércio indicou que o carioca pretende gastar, em média, R$ 60 com decoração para a Copa. A bandeira é o mestre-sala.


Boi cansado. Campeão do mundo como jogador (1974) e técnico (1990), o alemão Franz Beckenbauer lascou a mandioca na seleção inglesa. Para ele, o time de Fabio Capello andou para trás. O Kaiser chegou a apontar a equipe inglesa como uma das favoritas ao caneco. Agora, com muito boa vontade, acha que a seleção chegará, no máximo, até as quartas de final.


Gilete press. Da colunista Sonia Racy, no ‘Estadão’: “Ninguém quer sair da concentração da seleção italiana em Centurion, próximo da Cidade do Cabo. Não é para menos: a Casa Azzurra atrai convidados com champanhe, pratos de massas, piano-bar, mesa de pebolim e... belas recepcionistas.” Mamma mia!


Tititi d’Aline. Fora da ‘família Verri’ no safári da Fifa, o atacante Neymar abastece a poupança. Recebe dia sim e outro também proposta para enriquecer badalações vips. Muitas vezes o cachê chega a R$ 40 mil – quatro vezes menos do que fatura no Santos mensalmente.


Você sabia que... o casaco usado pelo ‘professor’ Dunga na estreia custa R$ 3 mil?


Bola de ouro. Grécia. Depois de três derrotas, 10 gols contra e nenhum a favor em 1994, nos EUA, encontrou o caminho das redes, bateu a Nigéria de virada e continua viva no grupo B.


Bola de latão. Coréia do Sul. Abusou das faltas, caçou Messi e, como castigo, caiu de quatro.


Bola de lixo. França. Um campeão do mundo em frangalhos. Adieu, Les Bleus.


Bola sete. “Os gols vão chegar. Não tem nada de errado. Uma hora vai entrar” (de Messi, a endiabrada ‘Pulga’ argentina, sobre o jejum no safári da Fifa).


Dúvida pertinente. O que é pior: a troca de farpas entre Dieguito e Pelé ou a mídia dar guarida à picuinha?

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