domingo, junho 27, 2010

Robinho não crê no Chile ofensivo de Bielsa: 'Eles vão jogar atrás'

Robinho
Para Robinho, Chile não deve atuar de forma ofensiva diante da seleção brasileira

por ESPN.com.br


Apontada pelos especialistas como uma seleção ofensiva que não se intimida com adversários mais fortes, como aconteceu na última partida contra a Espanha, o Chile do técnico Marcelo Bielsa não “engana” Robinho. Neste domingo, o atacante da seleção brasileira disse durante entrevista coletiva que o Brasil terá de aprender a furar a retranca do adversário.

“A gente tem que aprender a jogar contra seleções assim, porque a maioria joga assim contra o Brasil. Temos que jogar mais pelo lado do campo”, arriscou o jogador do Santos, que não atuou diante de Portugal, mas tem presença confirmada contra os chilenos.

“Precisamos tocar a bola rápido porque a maioria das seleções joga atrás contra o Brasil. Mas o Chile, nos últimos jogos, jogou para frente. É que contra o Brasil a postura muda. Eu acho que eles vão jogar atrás”, completou Robinho. “Nosso time tem que jogar rápido. Quanto mais velocidade, mais difícil fica para os marcadores deles.”

Questionado sobre seu bom retrospecto em jogos diante do Chile, nos quais invariavelmente costuma fazer gols, Robinho fez questão de minimizar o êxito individual e exaltou o grupo. “Eu sempre tive sorte contra o Chile e sempre tive a felicidade de fazer gols. Mas cada jogo é uma história, e o mais importante é pensar na vitória do grupo”, afirmou. “Se eu puder fazer gol, ótimo. Se eu não puder, o importante é passar à próxima fase.”

Sobre a partida contra o Portugal (empate por 0 a 0), na última sexta-feira, o atacante da seleção brasileira reconheceu que sua ausência e a de Kaká prejudicaram o Brasil, mas rechaçou o rótulo de “insubstituível” entre os titulares do técnico Dunga. “Tanto eu como o Kaká somos jogadores importantes para o grupo, mas na seleção o nível continua o mesmo. Não somos insubstituíveis.”

Para Robinho, o favoritismo do Brasil para avançar às quartas de final da Copa do Mundo só fica do lado de fora do gramado. “Para nós, favoritismo só existe fora de campo. Dentro de campo, o Brasil pode ganhar de qualquer seleção, como pode perder. A gente espera ganhar o jogo”, diz. “A gente quer jogar bem sempre, mas sabemos que o povo brasileiro é muito exigente. Se der para ganhar e jogar bem, ótimo. Senão, vamos procurar ganhar o título e voltar para o Brasil com a taça.”

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