quarta-feira, junho 30, 2010

Em depoimento, Domenech culpa imprensa por rebelião de jogadores da França

Domeneche e Escaletts
Domenech e Escaletts prestaram depoimento sobre o fiasco francês no Mundial
Crédito da imagem: AFP
por ESPN.com.br com Agência EFE


O técnico da seleção francesa na Copa do Mundo da África do Sul, Raymond Domenech, responsabilizou a imprensa de seu país nesta quarta-feira pela rebelião protagonizada pelos jogadores da equipe durante a competição.

O clima no elenco já não era dos melhores, e só piorou com os maus resultados obtidos nos últimos amistosos antes do Mundial. A crise se intensificou com os insultos feitos ao treinador pelo atacante Nicolas Anelka no intervalo da partida contra o México, já na fase de grupos, e teve seu ápice com a recusa do elenco em participar de um treino após a comissão técnica optar pela exclusão do jogador.

Domenech prestou nesta quarta-feira depoimento sobre o vexame da equipe na Copa (além da rebelião, foi eliminada na primeira fase) a portas fechadas na Assembleia Nacional do país, assim como fez o ex-presidente da Federação Francesa de Futebol, Jean-Pierre Escalettes.

Por meio de sua conta no Twitter, o deputado Lionel Tardy, do partido governista UMP e que participou da audiência, disse que Domenech culpou "a capa do (jornal) L'Équipe" por ter "desencadeado tudo".

A edição à qual se referiu Domenech destacou os palavrões ditos por Anelka ao treinador no vestiário e revelados por um membro da seleção que serviu como fonte.

Durante seu depoimento, que se prolongou durante cerca de duas horas, o técnico foi questionado também sobre sua recusa em cumprimentar o brasileiro Carlos Alberto Parreira após a partida contra a África do Sul.

Ainda de acordo com Tardy, Domenech respondeu ter agido em resposta a supostas declarações do treinador da seleção sul-africana em tom de crítica após a classificação da França à Copa com um gol irregular na partida decisiva pela repescagem das Eliminatórias Europeias contra a Irlanda - o atacante Thierry Henry pôs a mão na bola antes de dar aassistência para o zagueiro William Gallas marcar.

Por sua vez, Escalettes assegurou perante a comissão parlamentar que nunca havia tinha visto situação semelhante à que viveu no Mundial em função do motim dos jogadores.

Ao fim da audiência, os deputados manifestaram que os depoimentos foram "um pouco tristes" e não ajudaram a esclarecer "nada" do que aconteceu na África do Sul, e reivindicaram seu direito de perguntar a Domenech e Escalettes porque, além do resultado esportivo, a imagem internacional da França foi manchada.

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