quinta-feira, junho 10, 2010

Elano não se importa em ser coadjuvante e não vê mais Coreia 'desconhecida'


por Julio Gomes, de Johanesburgo (África do Sul), para o ESPN.com.br


Um titular-coadjuvante. Assim se define Elano, meia que vai começar a Copa do Mundo jogando pela seleção brasileira e que fez parte da era Dunga desde agosto de 2006, quando o técnico assumiu o comando.


"Eu sempre me considerei um coadjuvante em todos os clubes em que joguei. Fico feliz por me sentir assim. Assim é que venci na minha carreira. Eu me preocupo em vencer. Em todos os momentos em que estive na seleção, fiz assim. Não me preocupo em ser estrela ou não", disse o jogador do Galatasaray, estreante em Copas do Mundo.


"Estou aqui pela primeira vez. Fui escolhido para estar entre os 23. Cabe a mim me concentrar como se estivesse disputando o primeiro Campeonato Brasileiro pelo Santos. Eu procuro não colocar pressão sobre mim. Era muito pior quando eu estava lá no interior jogando bola no meio da cana. Há nervosismo e preocupação, mas procuro trabalhar na minha cabeça a tranquilidade", explicou.


Elano concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira


Sobre o favoritismo declarado ao Brasil na África do Sul, o meia, que é um dos titulares de Dunga, diz que isso fica do lado de fora da concentração canarinho.


"Por tudo o que vem acontecendo nesses três anos e meio, é claro que tem um favoritismo por parte das outras pessoas, não por parte do grupo. Mas Argentina, Inglaterra e Espanha também são seleções fortíssimas. Quatro ou cinco seleções vão brigar muito pelo título", acredita.


GRUPO G


O jogador do Galatasaray disse que a Coreia do Norte já não é mais uma surpresa para a seleção brasileira: "De maneira alguma (Coreia é desconhecida). Eu já acompanhei alguns amistosos antes da Copa. Neste momento, nós estamos mais preparados do que estávamos antes."


No segundo jogo do grupo G, Elano reencontrará seu técnico na época de Manchester City, Sven Goran-Eriksson, que atualmente dirige a seleção da Costa do Marfim, de quem guarda um carinho especial.


"No meu primeiro ano na Inglaterra com ele, fiz 16 gols. Costa do Marfim tem uma seleção muito qualificada e tem um grande treinador, como ele. Vou dar um abraço quando encontrá-lo", garantiu.

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