quarta-feira, junho 30, 2010

Após 35 dias e distribuindo presentes, seleção deixa concentração em Johanesburgo

por Julio Gomes, de Johanesburgo (África do Sul), para o ESPN.com.br

A seleção brasileira desembarcou no dia 27 de maio em Johanesburgo, para ficar hospedada em sua "fortaleza": o hotel Fairway, encravado dentro de um clube de golfe, local de paz, isolamento e estrutura para a comissão técnica. A tranquilidade acaba hoje.

Depois de 35 dias, o Brasil deixa o Fairway de mala e cuia rumo a Port Elizabeth, palco da partida de sexta-feira, contra a Holanda, pelas quartas de final. De lá, se perder, volta para casa. Se ganhar, viaja diretamente para a Cidade do Cabo, palco das semifinais.

Nos últimos dias de hotel, os jogadores fizeram questão de dar presentes para os funcionários. "Eles deram agasalhos, camisas... a gente acaba criando um vínculo", revelou o Diretor de Comunicações, Rodrigo Paiva.

O Brasil só volta a Johanesburgo se chegar à final da Copa do Mundo. Se isso acontecer, não voltará ao Fairway, mas, sim, ficará hospedado em um dos hotéis oficiais da Fifa.

"É triste, porque já estávamos quase nos sentindo em casa pelo tempo em que ficamos aqui. Deu para ver que os funcionários também estão tristes que estamos saindo. Mas sabíamos que isto ia acontecer uma hora", contou Juan.

Somado o período de treinos em Curitiba, que começou no dia 21 de maio, a seleção já está há 41 dias junta, o maior período de concentração da era Dunga. O recorde anterior havia sido estabelecido em 2007, 34 dias juntando preparação e disputa da Copa América.

O técnico Dunga já havia reclamado do fim da tranquilidade após a vitória contra o Chile. "A gente estava bem acomodado no hotel, tranquilos. É um ambiente saudável, favorável à preparação, que muda para hotéis, mais movimento, gente, mais confusão. Tem que superar essa situação."

Nenhum comentário: