quinta-feira, maio 06, 2010

Uma campanha quase irrepreensível




Vitória sobre o Náutico, ontem, coroou os leoninos
O Sport dominou toda a primeira fase do Estadual e só perdeu dois jogos no total


O Sport chegou ao segundo pentacampeonato estadual da história do clube com uma campanha irretocável. Na ponta da tabela do começo ao fim, os rubro-negros disputaram 26 jogos e foram derrotados em apenas duas ocasiões. Mais do que isso. Saíram consagrados com a defesa menos vazada (21 gols sofridos), com o ataque mais positivo do certame (54 tentos marcados) e com o artilheiro da competição (o prata da casa Ciro, que marcou 13 vezes). Requisitos que levaram o time a um aproveitamento de 76,9% em todo o Campeonato Pernambucano.

A brilhante trajetória rubro-negra no Estadual começou com um magro 1x0 sobre o Araripina, na Ilha do Retiro. Era a primeira das cinco vitórias que seriam asseguradas nos 11 jogos de uma primeira fase invicta. Em seguida, a vítima foi o Vitória. Atuando no Carneirão, o Taboquito foi abatido com um sonoro 5x1, a maior goleada aplicada pelo Rubro-negro na competição. Depois, os leoninos ganharam do Porto, atuando em casa, pelo placar de 3x1. Na quarta rodada, quem perdeu para os comandados de Givanildo Oliveira foi o Central por 2x1, em um duelo bastante equilibrado. Nas duas partidas seguintes, os resultados foram dois empates por 1x1, com Salgueiro e Vera Cruz.


Já em fevereiro, o Sport fez o primeiro clássico da temporada. Superior em campo, derrotou o Santa Cruz, em pleno Arruda, por 3x1, com destaque para o meia Eduardo Ramos, que já começou a despontar como maestro da equipe. Embalado, o Leão desbancou por 2x0 a Cabense, a sensação do certame naquele momento. Entretanto, o que veio a seguir foi um tropeço por 1x1 diante do Sete de Setembro, que viria a se confirmar como o lanterna do Estadual. A rodada seguinte marcou o fechamento da primeira parte da competição. A Ilha do Retiro sediou o clássico com o Náutico, que ficou em um insosso 1x1.


A história da segunda fase merece ser contada pelo último capítulo. Na última rodada, o Sport dividia as atenções do Pernambucano com a Copa do Brasil, onde enfrentava o Atlético Mineiro. No meio das duas partidas pela competição nacional, os rubro-negros tinham mais um duelo contra o Timbu. Com a maioria de reservas em campo, a equipe perdeu a invencibilidade de 48 jogos no Estadual e deixou de alcançar o recorde histórico da competição ao perder por 2x0 para o rival, nos Aflitos.


Antes disso, porém, o pentacampeão apenas passeou na competição. Poucas foram as vezes em que se viu ameaçado de perder o status de invicto. A liderança, então, foi algo incontestável. Nos três primeiros jogos do turno final, o avassalador ataque leonino marcou 11 gols. Foram derrotados, na sequência, Araripina (0x3), Vitória (4x2) e Porto (4x0). A partir do jogo contra o Gavião, quem se destacou foi a defesa rubro-negra. Em seis jogos vitoriosos, a retaguarda foi vazada em apenas duas ocasiões. Depois, o Leão da Ilha empatou duas vezes consecutivas, com o Ypiranga, por 2x2, e com o Sete de Setembro: 1x1.


Enfim, chega o mata-mata. Mas, na semifinal, a emoção não esteve tão latente. Diante do Central, o Sport praticamente liquidou qualquer esperança da Patativa no primeiro jogo. No estádio Luiz Lacerda, em Caruaru, um convincente 3x0 foi aplicado. Na partida seguinte, os rubro-negros trataram de fazer apenas o suficiente para garantir o 1x0 e enfrentar o Náutico na grande decisão.


O último capítulo é o mais emocionante. Na primeira partida da final, nos Aflitos, o Timbu surpreendeu taticamente e sobrou em campo, abrindo 3x0. Na etapa final, o Leão da Ilha contou com a sorte e marcou dois tentos originados de bolas paradas. O placar final de 3x2 permitiu aos rubro-negros decidirem em casa precisando de uma vitória simples. Em seus domínios, com a Ilha do Retiro em chamas, o Sport conquistou o pentacampeonato com uma histórica vitória por 1x0.

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