sexta-feira, maio 14, 2010

Teve festa para receber Grafite


Maria Luiza, filha do atacante, estava ansiosa para rever o pai, que ficará uma semana no Recife
Até o jogador, que foi convocado para disputar a Copa do Mundo, ficou surpreso


Cada pessoa que desembarcava, ontem, por volta das 20h30, no Portão Norte do Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre, tomava um susto quando se deparava com a grande quantidade de profissionais da Imprensa presente no local. Tanto alvoroço tinha um motivo: Edinaldo Batista Libânio, ou simplesmente Grafite. Convocado para a Copa do Mundo pelo técnico Dunga, o atacante de 31 anos veio da Europa para o Recife a fim de rever os parentes e, claro, aproveitar para repor as energias na Veneza Brasileira durante uma semana. Paulista de Jundiaí, o artilheiro é casado com uma pernambucana e pai de três meninas, sendo duas nascidas no Estado. Depois de “driblar” os jornalistas, pôde, finalmente, rever os familiares que moram na Capital do Frevo e comemorar a sua convocação à Canarinha.

Maria Luiza Santos, 12, uma das três filhas do atleta, esperou ansiosa pela chegada de Grafite por cerca de meia hora: tempo praticamente desprezível em relação aos quatro meses que não via o pai. Animada com a convocação, a garota esbanjava alegria. “Quando eu soube que ele tinha sido chamado, foi muita emoção. Eu achava que ele não iria para a Copa. Foi um sonho realizado para a gente”, afirmou.


O motoboy Ivan Gomes era um dos admiradores do jogador que estiveram no aeroporto. De longe, o mais fanático. Ele se diz torcedor do Santa Cruz. No entanto, o seu time poderia se chamar Grafite Futebol Clube. Trajando uma camisa do Wolfsburg - clube alemão que o atacante defende -, o rapaz era um dos mais empolgados com a chegada do ídolo ao Recife. “No Mundial, ele vai dar muita alegria ao povo pernambucano e brasileiro”, arriscou, antes de dizer: “Eu vivo em função da vida de Grafite”.


Ao pisar em terras pernambucanas, o próprio Grafite ficou surpreso com a maneira como foi tratado pela pessoas. “Nunca tive uma recepção desse jeito. Eu esperava uma recepção bonita, mas não assim”, falou, com o sorriso estampado no rosto. “A única coisa parecida foi quando fui campeão mundial, pelo São Paulo (em 2005)”, completou.


Segundo ele, a sua ida para a Canarinha, desbancando o flamenguista Adriano, deu-se por conta de uma regularidade obtida nos últimos anos. “Até o jogo contra a Irlanda (em março), eu ainda não tinha sido chamado pelo Dunga, mas vinha sempre jogando bem pelo Wolfsburg”, afirmou. “Vamos para a Copa fazer um bom trabalho. E fazer um bom trabalho pela Seleção é só sendo campeão”, acrescentou. Sobre o fato de ter desbancado o Imperador, Grafite foi político. “O Adriano tem uma história muito bonita na Seleção Brasileira, bem maior que a minha. Sei da responsabilidade de substituí-lo”, contou.


Grafite passará uma semana no Recife. Com passagens pelo Santa Cruz, em 2001 e 2002, o atleta ainda recordou o seu início de carreira. “Já teve fase que saí do Arruda com a toalha na cabeça”, lembrou. Porém, não há dúvidas que o Tricolor tem um espaço reservado no coração do jogador. “Essa viagem foi desgastante. Vou descansar, mas, se tiver tempo, ainda dou um pulo lá”, falou.

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