terça-feira, maio 04, 2010

Entidades repudiam ação dos alvirrubros


A denúncia de agressão envolvendo o presidente do Náutico, Berillo Júnior, e o seu vice, Paulo Wanderley, no clássico do último domingo, não passou em branco. Associações ligadas ao jornalismo pernambucano enviaram suas notas de repúdio às atitudes dos dirigentes alvirrubros, responsáveis por uma confusão com a equipe da TV Clube durante a cobertura da partida.

O Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco (SinjoPE) foi enfático: “mau exemplo - da parte de quem deveria dar bom exemplo”. A entidade ressaltou que “invadir a cabine da emissora, xingar profissionais, agredir moral e fisicamente repórter, cinegrafista, operador e motorista e se apossar de equipamento da empresa não são condutas condizentes com a história de um clube com a grandeza do Clube Náutico Capibaribe”.


A Associação dos Cronistas Desportivos de Pernambuco (ACDP) também enviou a sua nota de repúdio, lembrando que “já havia se manifestado contra as instalações da cabine de imprensa esportiva no estádio”, o que ficou escancarado com as agressões. O presidente da associação, Pedro Luís, disse que se reuniu com a diretoria alvirrubra pedindo uma resolução. “É mais agravante por ter sido feita por dirigentes, que deveriam amenizar a violência e a incitaram”.


O vice-presidente jurídico do Náutico, Ivan Rocha, disse que não há atitudes a serem tomadas pelo clube. “O delegado ouviu ela (a repórter Taluama, da TV Clube) e Paulo Wanderley. Só vai acontecer algo se ela quiser entrar com uma ação contra alguma das partes”, disse Rocha. “A própria queixa dela diz que ninguém a tocou. Foi agressão verbal”.


A delegada Renata Pinheiro Gomes, responsável pela delegacia de Santo Amaro, onde foram feitas as queixas, disse que devem ser tomadas medidas padrão para o caso. “Nós ainda vamos apurar direito. Mas como não houve agressão, o caso é de injúria, o que acarreta em um Termo Circunstancial de Ocorrência. Depois disso, mandamos para a Justiça e é lá que é resolvido”.

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