quarta-feira, maio 12, 2010

Adriano chora ao saber que não foi chamado para a Copa


Ao ver pela TV, na casa da mãe, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio), que não fora chamado por Dunga para a Copa do Mundo, o atacante Adriano, de 28 anos, chorou. O relato é de seu empresário, o ex-goleiro Gilmar Rinaldi. Cercado por parentes, que o consolaram, Adriano arrumou-se e seguiu para o treino do Flamengo no CT Ninho do Urubu (Vargem Grande, zona oeste), onde participou de recreativo de dois toques. Seu time venceu o do meia Kleberson, este sim convocado pelo treinador.

Adriano não deu entrevistas nem ao chegar nem ao sair do centro de treinamento. Protegido por seguranças do clube, que mantiveram os jornalistas afastados, ele só falou com os colegas, com o técnico Rogério Lourenço e com o psicólogo Paulo Ribeiro, que integra a comissão técnica do Flamengo. Ribeiro disse ter tomado a iniciativa de conversar com Adriano.

Abordou-o quando ia do vestiário para o gramado. Em uma caminhada de cerca de 200 metros, só os dois, Ribeiro disse ter sentido o atacante "reflexivo'', mas não arrependido por seu comportamento extracampo, que pode ter lhe valido o esquecimento. Nos últimos meses, Adriano engordou, faltou a treinos do Flamengo e foi acusado de envolvimento com traficantes. "Ele está bem entristecido, bem caído, mas me surpreendeu pela força interior. Ele acha que contribuiu para que a convocação não viesse e não culpa ninguém'', disse o psicólogo.

Para Ribeiro, por ser "uma pessoa muito doce, alegre por vezes'', Adriano irá repensar seu comportamento agora. "Falei para ele que é importante que vivesse esse luto. Um filminho passou na cabeça dele. Esse filme serviu como um alerta de que alguma coisa precisa ser reformulada".

Funcionários do centro de treinamento disseram que, como Adriano é bastante querido no clube, muitos o procuraram para dar um abraço. Entre eles, o convocado Kleberson. "Adriano é um grande atleta. Agora, ele está visando o jogo de amanhã (hoje, contra o Universidad do Chile, pela Taça Libertadores)'', disse Kleberson.

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