segunda-feira, abril 26, 2010

Tricolores de olho no regulamento



Joélson não conseguiu furar o bloqueio da defesa alvirrubra e agora está em segundo lugar na corrida da artilharia

Jogadores sabem que um empate com gols nos Aflitos garante o time na decisão do Estadual


Após a partida, o goleiro Tutti e o zagueiro Alysson foram os encarregados de dar entrevista à imprensa. E ambos afirmaram que, o mais importante para o Santa Cruz, ontem, no Arruda, foi a equipe não tomar gols. "A gente vinha há vários jogos sofrendo gols e desta vez conseguimos segurar o ataque adversário. Era um jogo que poderia ser decidido em um detalhe e a gente não proporcionou isso não Náutico", avaliou o goleiro coral, que afirmou que a desgastante viagem de volta de Goiás, onde o time acabou desclassificado da Copa do Brasil ao perder para o Atlético-GO, acabou não influenciou no resultado. "Lutamos até o final e jogamos de igual para igual"


Sobre a estratégia para o jogo "da volta" com o Timbu, Tutti acredita que o duelo será uma espécie de jogo de xadrez. "Não acho que o Náutico virá afoito para cima porque, se a gente fizer um gol, eles vão ter que virar o placar para conseguir a classificação. Nós também não podemos nos abrir demais, pois um 0 x 0 levará a decisão para os pênaltis. Então, acho que a partida por lá será um pouco parecida com a de hoje. A diferença é que um vai passar para a final do campeonato".

Já o zagueiro Alysson fez questão de avaliar um pouco o comportamento dos times rivais no primeiro Clássico das Emoções. "Foi um jogo muito truncado e havia uma preocupação de ambas as partes em não tomar gols. Aqui nosso ataque não funcionou, mas tenho certeza que nos Aflitos Elvis, Joelson e Brasão vão marcar e a gente vai conseguir a vaga na final do Campeonato Pernambucano", frisou o defensor que, em alguns momentos do jogo "se estranhou" com Carlinhos Bala. "Ele estava querendo fazer o gol e eu impedindo. Portanto, as jogadas mais ríspidas eram naturais".

Jurídico - Se no campo o Santa Cruz não foi derrotado, na Justiça do Trabalho o clube não tem muitos motivos para comemorar. Ontem, no Arruda, surgiu a notícia de que Carlos Neves, diretor de futebol coral entre os anos de 2003 e 2006, havia ganho um processo contra o Tricolor e o clube terá que desembolsar R$ 663.745,55.

Palavra dos professores

"O resultado acabou se justificando por conta da falta de criatividade ofensiva de ambas as partes, mesmo a gente não podendo tirar os méritos das defesas. Quanto ao resultado, achei muito bom para o Santa Cruz não tomar gols. Tudo porque, além do desgaste ser menor do que nos jogos que fizemos na Copa do Brasil contra Botafogo e Atlético-GO (após derrotas no Arruda), o Náutico só se classifica com a vitória, enquanto a gente poderá ficar com a vaga com qualquer empate com gols".
Dado Cavalcanti - técnico do Santa Cruz

"Marcamos e criamos bastante. Em momento algum, o adversário conseguiu ficar cara a cara com o nosso goleiro. Mas faltou, ao Náutico, mais poder de definição. Temos fatores a serem melhorados. Empatamos fora de casa. E eu considero bom o resultado. Agora, vamos decidir a classificação nos Aflitos."
Alexandre Gallo - técnico do Náutico

O árbitro

O juiz do Distrito Federal, Wilton Pereira Sampaio, fez uma arbitragem tranquila. Acompanhou de perto as jogadas e distribuiu os cartões amarelos de maneira correta. É do tipo que deixa o jogo correr e que não gosta de muita conversa com os jogadores. Também mostrou muita convicção ao marcar falta de Leandro Cardoso e Glédson, em jogada que poderia ter resultado em gol de Joelson,. Os bandeirinhas Luciano Cruz e Pedro Wanderley também estiveram bem

Wilton Pereira Sampaio - árbitro da partida

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