segunda-feira, abril 26, 2010

Jovem que atirou saco de areia é detido

Após uma cobrança de escanteio no primeiro tempo, Carlinhos Bala veio ao chão e ficou no gramado até a partida ser paralisada. O lateral-esquerdo Zé Carlos, então, correu para próximo do companheiro e pegou um objeto arremessado do anel superior do Arruda, que foi entregue para a arbitragem. Segundo relatos dos que estavam perto do lance, tratava-se de um saco de areia.

O fato gerou, obviamente, muita reclamação por parte do atacante alvirrubro e pode render uma punição para o Santa Cruz, de acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Entretanto, um jovem menor de idade, acusado de ter arremessado o objeto, foi apreendido dentro do estádio. Isso aumenta as chances de o Tricolor se livrar de um possível castigo, caso o imbróglio seja levado para julgamento.

“Um jovem menor de idade foi apreendido dentro do estádio por ter arremessado um objeto”, assegurou o juiz e coordenador do Juizado Cível e Criminal do Torcedor de Pernambuco (Jetep), Aílton Alfredo de Souza. De acordo com ele, o torcedor apreendido foi o que jogou o saco de areia em Carlinhos Bala. Com a ocorrência registrada, o jovem foi encaminhado para Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA). O Santa Cruz pode ser enquadrado no artigo 213 do CBJD (deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto), o que pode gerar a perda do mando de campo de uma a três partidas, além de uma multa de R$ 50 mil a R$ 500 mil.

Essa foi uma das três ocorrências registradas pelo Jetep. As outras se referem a duas pessoas apreendidas com bebida alcóolica, além de uma briga entre um policial militar e um guarda de trânsito. Antes e depois do clássico de ontem, a reportagem da Folha de Pernambuco percorreu os principiais pontos de confronto em outros jogos, além da chegada e da saída da Fanáutico, torcida organizada do Náutico. Foram registrados poucos tumultos. Apenas algumas correrias, no entorno do Arruda, onde a Polícia Militar não se fazia presente. “Foi um clássico bastante tranquilo”, avaliou Aílton Alfredo.

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