segunda-feira, abril 26, 2010

Decisão ficou para quarta-feira

Num clássico no qual prevaleceu a marcação, o placar não poderia ser outro: 0x0

Ninguém deixou o Arruda comemorando. No Clássico das Emoções mais equilibrado do ano, Santa Cruz e Náutico se enfrentaram, ontem, e não conseguiram sair do 0x0. O jogo foi marcado pela forte marcação das equipes, que tiveram poucas chances reais de gol. No confronto de volta das semifinais, que será realizado quarta-feira, às 21h50, no estádio dos Aflitos, o Timbu precisa vencer de qualquer maneira para se classificar para as finais do Estadual. Além de uma vitória simples a seu favor, o Mais Querido conta com a vantagem de qualquer empate com gols garantir seu lugar na decisão. Caso o placar da primeira partida se repita, a vaga será decidida nos pênaltis.

No confronto de ontem, a escalação das duas equipes já dava uma ideia de como seria o duelo. O técnico Alexandre Gallo escalou o time com três volantes no meio-de-campo. Precavido, Dado Cavalcanti optou por iniciar a semifinal com Marcos Mendes no lugar do lateral-esquerdo Edson Miolo. Durante a partida, o Santa Cruz teve mais posse de bola e volume de jogo, passando boa parte do tempo no campo de ataque. Mas foi o Náutico, através dos contra-ataques, que desperdiçou as melhores oportunidades de gol.

Quando as duas equipes ainda se estudavam na etapa inicial, o Mais Querido deu o primeiro susto em Gledson. Da intermediária, Alysson acertou uma bomba, que o goleiro alvirrubro espalmou para escanteio. Bem postado na defesa, o Timbu aguardava, pacientemente, um vacilo do sistema defensivo coral. Aos 21, em um lance que começou na roubada de bola do volante Derley, nas proximidades da área alvirrubra, o Náutico avançou tocando a bola em velocidade. Na hora da finalização, Bruno Meneghel tocou para fora.

O Santa Cruz encontrava dificuldades para chutar em gol. Aos 33, Marcos Mendes deu um belo passe para Joelson. O atacante dominou no peito e chutou por cima da trave. Sete minutos depois, os tricolores criaram outra grande oportunidade. Aproveitando um rebote na entrada da grande área, Élvis passou a bola para Jackson, que mandou uma bomba. Gledson deu rebote. Quando Brasão foi chutar, Diego Bispo salvou para escanteio.

Na etapa final, o Náutico, nos 12 primeiros minutos, desperdiçou três chances de fazer um gol. Na melhor delas, ao tentar interceptar um passe para Bruno Meneghel, Alysson, por pouco, não marcou contra. Assim como aconteceu no primeiro tempo, os corais tinham dificuldades para tocar bola na intermediária adversária. Quando chegavam com perigo, era através de lançamentos para Brasão, mas o atacante não conseguia finalizar com sucesso. Nos instantes finais, a partida ganhou um ar dramático. Aos 42, Zé Carlos acertou um belo chute com a perna esquerda, e a bola passou raspando o ângulo direito de Tutti. Na última chance real de gol, Thiago Laranjeiras desceu pela direita e cruzou em direção ao gol. Gledson, bem posicionado, colocou para escanteio.

Santa Cruz: Tutti; Gilberto Matuto (Wellington), Leandro Cardoso, Alysson e Marcos Mendes; Goiano, Dedé, Jackson (Marcelinho) e Élvis (Thiago Laranjeiras); Joelson e Brasão. Técnico: Dado Cavalcanti

Náutico: Glédson; Daniel (Tinga), Vinícius, Diego Bispo e Zé Carlos; Hamilton, Ramires, Derley e Carlinhos Bala (Fernandão); Geílson (Dinda) e Bruno Meneghel. Técnico: Alexandre Gallo

Local: Arruda. Árbitro: Wilton Sampaio/DF. Assistentes: Luciano Cruz e Pedro Wanderley. Cartões amarelos: Goiano, Élvis, Brasão (Santa Cruz); Daniel, Tinga, Derley e Ramirez (Náutico). Público: 24.572. Renda: R$ 258.920,00.

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