segunda-feira, março 22, 2010

'Esse ano o Santa vai ser campeão pernambucano', diz tricolor eufórico

"ÔÔÔ, o tricolor voltou, o tricolor voltooou". Foi assim que os torcedores do Santa Cruz se despediram do Arruda depois de verem o time coral vencer o Náutico por 4x2, pela 16ª rodada do Campeonato Pernambucano. Para o tricolor Sebastião Simões, 57 anos, a vitória deste domingo (21) foi apenas o começo. "Esse ano o Santa vai ser campeão pernambucano em cima do Sport", disse o garçom aposentado, no auge da empolgação, ao ver o time assumir a vice-liderança da competição.


Morador de Água Fria, Seu Sebastião sempre assiste aos jogos do Santa Cruz das cadeiras ou das sociais. O pai, a mãe, os filhos e os netos são todos tricolores. Na família, só quem não torce para o Santa é a esposa dele. Seu Sebastião começou a ir aos jogos quando tinha 10 anos de idade. "Conheço isso aqui desde que era arquibancada de madeira", lembra.

Entre os jogadores do Santa que viu jogar, Seu Sebastião destaca Ramon - o primeiro jogador de um clube nordestino a terminar o Campeonato Brasileiro como artilheiro, em 1973, com 21 gols. "O Santa teve grandes jogadores", enfatiza Seu Sebastião. Outro nome de destaque da década de 70 que ele ainda tem como ídolo é Fernando Santana, que foi cinco vezes campeão pelo Santa Cruz.

Mesmo com tantas alegrias na memória, não há como esquecer os recentes desgostos. "Minha maior tristeza foi quando o time foi rebaixado para a 4ª divisão do Campeonato Brasileiro. Foi minha maior decepção", relembra, cabisbaixo por alguns segundos.


Mas as desavenças não chegaram ao ponto de estragar o matrimônio, que já fez bodas de ouro. No casamento do torcedor com o time do coração, sobretudo quando trata-se de Santa Cruz, o combinado é que ambos caminhem juntos "na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe". Fiel ao Mais Querido, Seu Sebastião chegou a viajar para Catende, no ano passado, para acompanhar o Santa Cruz na Copa Pernambuco. E também foi para Natal, Campina Grande e Maceió para ver os jogos do Santa na Série C.


AZAR - A única superstição que ele diz ter é quanto à camisa branca do Santa Cruz, com patrocínio da Minasgás. "Não visto mais a blusa em dia de jogo porque usei quando o Santa Cruz perdeu o campeonato para o Sport, na Ilha".


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