quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Timbu vira pó na Quarta-Feira de cinzas


Jogadores do Porto comemoraram o segundo gol, assinalado por Fabian.


Foi como o Carnaval. Como fosse o Sábado de Zé Pereira, o Náutico mandou no primeiro tempo do jogo contra o Porto e podia ter feito um placar maior do que o 1 a 0 que conseguiu. Mas na segunda etapa da partida disputada nesta Quarta-Feira de Cinzas, a equipe alvirrubra, especialmente na defesa, pareceu com a ressaca que vem depois da Terça-Feira Gorda. E virou pó diante de um Porto que não tinha nada a perder.



Vinícius encabeçou o bonde desgovernado do sistema defensivo timbu, ao perder praticamente todas as disputas de bola no segundo tempo. A criação de jogadas existiu, porém o ataque não soube aproveitar algumas boas oportunidades criadas. O Porto teve um trunfo de ter marcado o gol de empate logo no começo do segundo tempo, e não parou de buscar a vitória. Insistente e com muita movimentação, o time teve até mais finalizações do que o Náutico no segundo tempo, aproveitando uma grande instabilidade emocinal demonstrada pelos alvirrubros.


O atacante Carlinhos Bala esteve mal na segunda etapa; perdeu um gol feito, que teria desempatado o jogo. Geílson, que entrou no lugar de Rodrigo Dantas (que foi mal), pouco acrescentou. O time teve mais chegadas pela esquerda, com uma melhora na produção de Altemar. O garoto Philip entrou bem, e inclusive pode aparecer no clássico dos clássicos no domingo.


Além de qualidade, faltou foco ao Timbu


Na derrota do Náutico para o Porto, nesta Quarta-Feira de Cinzas, foi determinante o desequilíbrio emocional mostrado pela equipe alvirrubra.


Com um clássico para disputar no sábado, contra o Sport, valendo a liderança da fase de classificação do Campeonato Pernambucano, os jogadores do Náutico terminaram o primeiro tempo extremamente irritados com um cartão amarelo que Carlinhos Bala sofreu, por simulação de pênalti.


Esqueceram que, apesar do 1 a 0, o jogo não estava ganho.


O Porto, comandado por Charles Muniz, nome importante do futebol pernambucano nas duas últimas décadas, voltou completamente diferente no segundo tempo. Motivação é algo em que este treinador é mestre, e ele teve a capacidade de mostrar aos seus atletas que eles poderiam virar o jogo.


Como viraram.


O gol marcado pelo Gavião de Caruaru logo com um minuto do segundo tempo, por Arlindo, ajudou a desmantelar o Náutico. De repente o time acordou e enfim percebeu que precisava vencer esta batalha, para manter-se na briga pela liderança. Mas, confusa e desordenadamente postado, atacou sem cautela. Faltou cadência no jogo do Timbu, pois o jogo aberto, o lá e cá, interessava tão somente ao franco atirador Porto. E não ao vice-líder da competição.


E aqui há de se ressaltar o erro tático do técnico Guilherme Macuglia, que ainda no primeiro tempo, logo após o gol alvirrubro, fez uma mudança aos 38 minutos, cujo efeito negativo pesou apenas na etapa complementar. A saída do volante Nílson para a entrada do meia Hélton Luiz deixou o time menos protegido defensivamente, até por conta do fato de Derley ter jogado quase que como um meia-atacante nos últimos 45 minutos.


Defensivamente, o time ficou com uma linha de quatro armada com Tinga improvisado na direita, Gomes e Vinícius (este com uma ação tenebrosa) e Altemar pela esquerda, e teve apenas Hamilton como volante realmente de marcação. Os outros cinco jogadores eram só para o ataque, e os velozes jogadores do Porto encontraram terreno fértil para explorar os contra-ataques. E o fizeram muito bem.


O Timbu teve as suas chances de desempatar a partida, porém foi mais uma vez incompetente no ataque. Carlinhos Bala, na linha da pequena área, deu uma canelada por cima do gol, e Derley desviou de cabeça um cruzamento para fora.


Mas foi o Porto, com mais objetividade e mais ímpeto ofensivo, refletido num maior número de chutes a gol, como você pode ver no post do segundo tempo, acabou conseguindo a vitória.


Na derrota timbu, os mesmos problemas do time voltaram a ser vistos: pouca qualidade nas laterais, pouco poder de decisão no ataque (tanto que o principal jogador ofensivo do time foi o volante Derley). A defesa é que foi pior do que vinha sendo. Péssimo sinal, afinal nesta semana o time teve uma semana para treinamentos. Melhoria concreta hoje não se viu.




Entrevistas: Macuglia e Philip


Na áudio abaixo, produzido pelo repórter José Silvério da Rádio Jornal, o técnico Guilherme Macuglia e o jovem meia Philip, do Náutico, falam a derrota do Timbu para o Porto, por 2 a 1, nesta Quarta-Feira de Cinzas e sobre a expectativa para o Clássico dos Clássicos, que será disputado neste sábado, na Ilha do Retiro. Philip fez a sua estreia no jogo e, a despeito da derrota, agradou.



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