quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Pernambuco estreia na Copa do Brasil

Até 2008, o título da Copa do Brasil, o tão falado caminho mais curto para a Copa Libertadores da América, era um sonho distante dos clubes pernambucanos. O melhor resultado de uma equipe do Estado até então tinha sido o vice-campeonato do Sport, na primeira edição da competição, em 1989. Doze anos mais tarde, o Leão mostrou que era possível transformar o sonho em realidade, tornando-se campeão do torneio e disputando, no ano seguinte, a Libertadores. Pernambuco então viu uma porta abrir-se. E à espreita dessa entrada estão Náutico, Santa Cruz e o próprio Rubro-negro, que, ausente na edição anterior, volta à disputa. O caminho não é fácil. Antes de tudo, os clubes enfrentam o desconhecido. Adversários sem renome nacional, mas que, de vez em quando, gostam de aprontar. O Tricolor que o diga - está há três anos empacado na primeira fase. Conforme o torneio evolui, a dificuldade vai aumentando, porém, há quem aponte uma “fórmula” para ser campeão: dificultar ao máximo fora de casa e vencer, a qualquer custo, dentro dos seus domínios. Na teoria, muito simples. Na prática, nem tanto. O Sport conseguiu uma vez, resta aos demais - e a ele mesmo este ano - seguir o mesmo caminho.


Após um ano separados, o Sport e a Copa do Brasil têm reencontro marcado para hoje, às 21h50, quando o Leão faz sua estreia na edição 2010 da competição, diante do Brasília, no estádio Serejão, no Distrito Federal. Há quase dois anos, no dia 11 de junho de 2008, o Leão assinava uma das páginas mais importantes da sua história e se sagrava o grande campeão do torneio, derrubando o Corinthians na grande final. Com a conquista, o clube foi credenciado a disputar a Libertadores 2009 e, por isso, ficou de fora da disputa nacional no ano passado.


Do grupo campeão em 2008, poucas peças restaram, como o goleiro Magrão, os zagueiros César Lucena e Igor, o lateral-esquerdo Dutra, o volante Daniel Paulista e o meia Kássio - este último não vem sendo utilizado pelo treinador Givanildo Oliveira. Após a conquista, a queda nas oitavas-de- final da Libertadores e o rebaixamento para a Série B no ano passado fizeram o Leão viver uma nova realidade e, por isso, a Copa do Brasil deste ano está sendo vista pelos rubro-negros como uma grande oportunidade de um recomeço para escalar novamente o Brasil.


Uma das peças chaves da conquista rubro-negra, o volante Daniel Paulista enxerga essa estreia de hoje exatamente como um início de uma longa caminhada que o Leão tentará novamente, porém, destaca que os grupos de jogadores são bastante distintos. “São dois elencos bem diferentes, os jogadores são outros e ainda não somos tão entrosados como aquele time de 2008 era. Mas a cobrança da torcida é a mesma, e a caminhada começa agora. Sei que é longa, mas estamos preparados e vamos tentar repetir o feito”, declarou Daniel.


E justamente no retorno do Leão à Copa do Brasil, o volante fará a sua reestreia como titular com a camisa do clube, após pouco mais de nove meses, sendo oito lesionado e um entrando durante o segundo tempo. Antes da gravíssima contusão no ligamento cruzado do joelho direito, o último jogo do volante havia sido na eliminação do Sport da Libertadores 2009, no segundo jogo das oitavas-de-final, contra o Palmeiras, no dia 12 de maio.


Quem também esteve na grande final da Copa do Brasil de 2008 foi o meia Eduardo Ramos, que vem sendo improvisado como volante. Porém, o atleta estava presente na Ilha do Retiro defendendo as cores do Corinthians, seu clube na época. “O que mais lembro daquela final foi a pressão que a torcida do Sport fez. Até na hora que a gente foi aquecer não dava para nos comunicarmos direito. Espero conseguir estar novamente numa final de Copa do Brasil e conquistar mais um título para o Sport”, disse Ramos.


Provando que a competição é mesmo diferente, o treinador Givanildo Oliveira já anunciou uma das armas que utilizará nesta Copa do Brasil e que não vinha usando no Estadual: o mistério. “Em Copa do Brasil e Série B, não dou escalação antecipada em nenhum jogo. Com adversários aqui de Pernambuco não adianta esconder, porque com a proximidade todo mundo tem acesso às informações. Mas com times de fora, qualquer detalhe que eu não revelar antes pode fazer a diferença”, explicou Givanildo.


Brasília: Roger; Bruno, Luis Henrique, Leonardo Falcão e Magrão; Fágner, Kabila, Felipe e Fernandinho; Gauchinho e Vinícius (Marques). Técnico: Humberto Ramos


Sport: Magrão; Júlio César, Montoya, Dirley e Dutra; Zé Antônio, Daniel Paulista, Eduardo Ramos e Juninho Silva (Tóbi); Ciro e Dairo. Técnico: Givanildo Oliveira


Local: Estádio Elmo Serejo Farias (em Taguatinga)

Horário: 21h50


Árbitro: Marcelo Alves dos Santos (MT)

Assistentes: Fábio Rodrigo Rubinho e Joadir Leite Pimenta (ambos do MT)

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