segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Oliveira se nega a avaliar árbitro

Quem se envolve em um clássico acirrado, como é Sport e Náutico, está sempre próximo de se tornar vidraça. Para o árbitro Carlos Costa, não foi diferente. Só que o caso da partida do último sábado foi dos mais raros. Ele conseguiu desagradar gregos e troianos, sendo bastante criticado por rubro-negros e alvirrubros após o duelo. Ontem, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF) preferiu não comentar a atuação de Costa na partida e nem falar sobre punição. “Não é a função do presidente da FPF fazer avaliação da arbitragem a cada jogo”, disse Oliveira. Lembrando que o dirigente, após o clássico entre Santa Cruz e Ypiranga, fez uma análise sobre a atuação do juiz Gleydson Leite, que, na época, ficou afastado dos sorteios. “Errou, vai para a geladeira. Não tem discussão”, declarou, na ocasião.

Pelo lado do Sport, o comentário do técnico Givanildo Oliveira sobre a arbitragem de Carlos Costa foi simples. “Horrível, horrível”, resumiu, sem querer entrar em mais detalhes. O Leão reclamou muito do lance envolvendo o atacante rubro-negro Ciro e o zagueiro alvirrubro Diego Bispo. Os dois discutiram, e o leonino acabou indo para o chão, reclamando de uma agressão por parte do jogador do Náutico. Após uma paralisação confusa, na qual o juiz principal conversou com auxiliares e quarto árbitro, pois no momento do lance ele estava de costas, acompanhando um ataque alvirrubro, Costa resolveu expulsar os dois, para irritação do lado vermelho e preto.

Aliás, por conta deste episódio, a partida ficou paralisada por sete minutos, até que houvesse a expulsão dos dois jogadores. No entanto, para a surpresa de todos os presentes à Ilha do Retiro, o árbitro Carlos Costa acrescentou somente dois minutos de desconto na etapa final do clássico, o que chamou bastante a atenção, devido à discrepância de tempo.

No Náutico, as queixas foram por conta da marcação de algumas faltas e da postura insegura do árbitro durante a partida. O volante Derley, que recebeu o terceiro cartão amarelo das mãos de Carlos Costa, logo após o episódio da confusão entre Ciro e Diego Bispo, falou sobre a atuação do homem do apito. “Ele estava visivelmente nervoso. Ele não só atrapalhou o Náutico ou o Sport. Ele atrapalhou o jogo como um todo. Em alguns momentos, os jogadores se aproximavam para perguntar: ‘O senhor está nervoso professor? Calma, é só mais uma partida’. O jogador alvirrubro disse ainda que o Clássico dos Clássicos merecia um cuidado maior. “Acho que as pessoas que escalam os árbitros têm que escolher melhor os nomes. Um clássico como esse merece outro nível de arbitragem”, arrematou o volante.

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