terça-feira, fevereiro 09, 2010

Moacir finalmente é apresentado no Corinthians

Regularizado pela CBF, Moacir briga por uma vaga no elenco que disputará a Libertadores

Pouco mais de um mês após ser integrado ao elenco do Corinthians, o volante Moacir, 23 anos, finalmente foi apresentado como reforço da equipe de Mano Menezes nesta terça. Moacir só foi regularizado na CBF nesta segunda. A demora ocorreu porque o Banco BMG (que comprou os direitos econômicos do jogador, ex-Sport e Central de Caruaru) queria registrá-lo no Coimbra, clube do interior mineiro fundado recentemente. O volante foi emprestado ao Corinthians, que ganhou participação em uma futura venda.


Detalhe: O Central vinha dificultando a transação porque queria receber um valor maior pelo percentual dos direitos econômicos que tinha do jogador. A própria FPF-PE vinha apoiando a Patativa. Ainda hoje, traremos mais informações sobre como ficou esta questão.


Central irá à Justiça por seus direitos na negociação de Moacir


Jogador ex-Sport foi apresentado e regularizado nesta terça-feira no Corinthians


O lateral-direito e volante Moacir, ex-Sport e Central, foi apresentado nesta terça-feira como novo reforço do Corinthians. Assinou por dois anos, num contrato de empréstimo junto ao Coimbra, de Minas Gerais, que, por sua vez, tem contrato até 2015 com o atleta. Mas o Central, clube que detém 15% dos direitos federativos do jogador, não aceita a transação do modo como foi feita e promete dar entrada até amanhã na Justiça do Trabalho e na Justiça Civil em busca de seus direitos. A alegação da Patativa é a de que não recebeu o pagamento dos 15% dos direitos federativos do jogador.



"No processo de liberação de Moacir, o Central não foi citado. Foi somente determinado ao Sport que não obstaculasse a transferência de Moacir. O Central, como é interessado nas duas partes, está entrando com essa medida que a lei faculta que é a de interesse de terceiros, porque o clube tem uma parte do jogador que pertence a ele. Então entraremos na Justiça do Trabalho pedindo a liminar para evitar que o jogador se transfira para qualquer equipe que seja", afirmou o vice-presidente jurídico do clube, Milton Figueiredo, ao Blog do Torcedor.



"Ao mesmo, o Central vai entrar na Justiça Civil pedindo a exigibilidade do cumprimento do contrato, porque é detentor dos 15% dos direitos econômicos do atleta. Estamos entrando para que a empresa pague os 15% do Central. Nós temos a informação de que a transação dele rendeu ao Central R$ 1,1 milhão. Como eles tinham 40% dos direitos econômicos, o cálculo dos 15% dá R$ 375 mil. Se fosse o caso, nós queremos pelo menos permanecer com os 15% dos direitos econômicos do jogador", disse Figueiredo.



O Central reconhece que em sua conta bancária foram R$ 100.250,00 pela empresa BWA, mas afirma desconhecer a finalidade deste montante. "Não temos nenhum vínculo com essa BWA. Essa empresa não nos procurou. Não sabemos o motivo deste dinheiro ter parado em nossa conta. Estamos entrando com uma queixa-crime contra essa empresa no Ministério Público porque ela está usando o nome do Central de forma indevida. Até porque o Central, quando vendeu Moacir para o Sport, foi 40% para o Sport e 45% para o União São João, de São Paulo. Não tinha nada com a BWA", declarou o vice jurídico do Central.

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